Terça-feira, 25 de junho de 2019

Só por hoje  quero colocar-me a caminho. Quero ser amigo da arte de caminhar e percorrer todos os obstáculos com a testa dura e a cabeça erguida. “O caminho é longo. É preciso chegar até o fim. O caminho é pedregoso. É preciso desviar as pedras, quebrar as rochas e seguir avante. É preciso ter coragem, correr risco, enfrentar o perigo e ser constante. O caminho não está feito.  É preciso construí-lo todos os dias, arrancando espinhos para seguir a noite.  Às vezes chove, faz frio e sopra um vento forte. É preciso um abrigo… Às vezes o caminho é solitário. É preciso um amigo. Às vezes o sol queima, a sede devora. É preciso uma sombra, uma fonte de água límpida. O caminho, por vezes, parece desaparecer. É preciso uma esperança sem limites, uma esperança firme. A certeza de que alguém falou e sua palavra não falha. A certeza de que não estamos sós nesta jornada, mas somos um povo a caminho da salvação, rumo ao mesmo fim, onde a promessa se cumprirá para sempre. Onde não haverá nem chuva nem frio, nem trevas. Tu que andas por este caminho, percorre-o até o fim. Constrói esse caminho, dia a dia, não em terra de areia, mas em chão firme. Caminha sempre, sempre, sempre em frente. Não importa que haja quedas. Importa sempre começar. Confiar sempre no grande amigo. Seguir sempre em frente como peregrino e como povo, caminhando e crescendo na mesma fé, alimentado pela mesma esperança, em busca da plena comunhão. Caminhar sempre. De mãos dadas com a mesma coragem e mensagem” (Canísio Mayer).

Mayer, Canísio. Só por hoje. São Paulo: Paulus, 2ª reimpressão, 2018.

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